
Num brilhante reino prateado,
Uma calma luz,
Calada e irreal...
Eu brindo a esta luz
Não por razões sentimentais, mas porque,
Como um homem que vive em sintonia com a Natureza
E conserva suas origens em pensamento,
Eu quero amar o luar.
Ela brilha silenciosamente
Através de uma brecha na impressionante meia-noite do céu,
Seus raios reluzem a inexprimível severidade da vida,
Com o brilho de todos que vivem a Verdade.
Eu descobri muito do luar;
Ela ensina o encorajamento,
Ela proporciona severos conselhos de silêncio.
Alguns escrevem poemas sobre a lua cheia,
Outros executam a Sonata ao Luar;
A nave espacial Apollo reflete a superfície lunar.
Eu prefiro admirar o luar,
Pois em seu ritmo cósmico
Vejo uma metáfora da vida humana.
Lânguidas ondas douradas
Bailam sob a face cheia da lua,
Um espelho imaculado
Que fita com compaixão
Nos tormentos de nossa lívida terra.
Sua luz me fascina.
Livre das nuvens e vento, nem mesmo uma sombra
Desfigura o meneio do brilhante fogo dourado.
Nesta noite novamente conversarei com a lua.
Refletindo em minha vida sua carga de zêlo,
Eu contemplo o luar.
Daisaku Ikeda