
As invenções e engenhocas japonesas tem um nome….e se chama Chindogu.
O Chindogu nada mais é do que a arte de criar engenhocas para resolver os problemas do dia-a-dia. Só que o único problema do Chindogu é que ele é algo que pode parecer útil, mas que ninguém em sã consciência seria capaz de usá-lo. E se você acha que é estupidez, saiba que existem diversas regras para criar um Chindogu e até uma sociedade internacional que segue todas as regras criadas por Kawakami, o Professor Pardal às avessas .
É ele que administra tal sociedade e os adeptos da "arte" levam-na bem à sério. O presidente da ICS, Dan Papi, explica que Chindogu vem de dogu, que quer dizer “ferramenta” e “chin”, que pode ser traduzido por “estranho”, embora, literalmente, signifique “pênis”. O termo foi cunhado pelo comediante japonês Kenji Kawakami.
Maravilhe-se com a genialidade de Kenji Kawakami, mestre do Chindogu – invenções que à primeira vista parecem solucionar problemas… mas que na prática são inúteis, ou “inusáveis”, seja porque causam mais problemas do que solucionam, ou por serem simplesmente ridículas demais.
No vídeo, Kawakami mostra em ordem: um guarda-chuva para proteger da chuva a ponta dos pés; um secador de roupa para praticantes de golfe; um apoio portátil para trem; uma sola de sapato para pegar bolinhas de pachinko sem provocar suspeita; uma mesa de chá móvel.
Princípios do Chindogu
- Um chindogu deve ser inútil. É fundamental que as invenções sejam, do ponto de vista prático, quase completamente inúteis. Se você inventar algo tão prático, mas tão prático, que acabam usando todo dia, você não inventou um chindogu. Melhor correr para o escritório de patentes.
- Um chindogu deve existir. A geringonça não é para ser usada, mas precisa ser feita. Afinal, para ser inútil primeiro o objeto precisa existir. Tem de ser possível imaginar alguém realmente usando o "produto".
- Um chindogu desafia convenções - o invento não tem a menor obrigação de ser útil. Eles representam a liberdade de pensamento e ação: a liberdade de desafiar o domínio conservador da utilidade e a liberdade de ser (quase) inútil.
- Um chindogu é algo corriqueiro - uma forma de comunicação não-verbal compreensível para qualquer pessoa, em qualquer lugar. Não valem invenções cuja inutilidade só possa ser entendida por especialistas.
- Um chindogu não pode ser vendido - o objetivo não é ganhar dinheiro. Se você aceitar o dinheiro pelo mesmo, já corrompeu o propósito da invenção.
- O humor não é sua única razão. Um chindogu é criado para resolver problemas. O humor é apenas o resultado de uma solução não convencional para um problema que no final das contas, nem é la grande coisa.
- Chindogu não é propaganda - são objetos inocentes e feitos para ser usados, apesar de não poderem ser usados. Não devem ser criados para serem perversos, irônicos, nem para tirar sarro dos outros.
- Não pode ser obsceno - A sociedade Internacional de Chindogu seguem certos padrões de decência. Inventos com insinuações sexuais, piadas de baixo nível, cruéis ou ofensivas, são proibidos.
- Um chindogu não pode ser patenteado - são para todo mundo, e não podem ser patenteados, colecionados ou comprados.
- Não pode ser preconceituoso - a invenção jamais deve favorecer uma raça ou religião. Jovens e velhos,homens e mulheres e etc. Todos devem ter a mesma chance de apreciar qualquer chindogu.
Fontes: